terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Prefeitura decreta situação de emergência por surto de dengue em Sorocaba-SP

Prefeitura decreta situação de emergência por surto de dengue
A medida vai agilizar aquisição de serviços e bens indispensáveis, como compra de materiais e equipamentos, exclusivamente, para atender aos casos da doença
Fonte: Jornal Diário de Sorocaba
 
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Assinatura do prefeito permite agilizar compra de materiais para atender os casos (Foto: Zaqueu Proença/Secom)
 
 
O prefeito Antônio Carlos Pannunzio assinou, na tarde desta segunda-feira (18), o decreto nº 20.452 de 18/2/2013, que declara situação de emergência por causa do surto epidêmico de dengue em Sorocaba. A medida permite agilizar as eventuais necessidades para a aquisição de serviços e bens indispensáveis, como a compra de materiais e equipamentos, exclusivamente, para atender aos casos de dengue na cidade. "Todas as medidas que poderiam ser tomadas pela Prefeitura como um todo já foram adotadas; mas, com a decretação de situação de emergência, daremos celeridade às ações do poder público municipal que envolvem a dengue e, entre elas, as licitações", explica Pannunzio.

"Estamos num surto de dengue, com forte probabilidade de termos uma epidemia de grandes proporções, entre final de março e início de abril, quando poderemos ter milhares de casos", alerta Armando Raggio, secretário da Saúde (SES).

A Vigilância Epidemiológica (VE) informa que desde o início deste ano, até a última sexta-feira (dia 15), o município já registrou 132 casos confirmados de dengue, o que sustenta a situação de surto na cidade; desses casos, 102 são autóctones e 30 alóctones (importados). Também foi registrado um óbito por dengue hemorrágica envolvendo um adolescente de 13 anos, morador do Jardim Brasilândia, na madrugada da última sexta-feira.

No mesmo período do ano passado, a cidade havia registrado três casos; e em 2011, eram 23. "Estamos em alerta, preocupados com a situação, por isso é fundamental ficar atento aos cuidados preventivos contra o mosquito transmissor da doença, já que os registros estão aumentando a cada semana", declara Daniela Valentim, diretora da Área de Vigilância em Saúde.

BAIRROS COM MAIS CASOS - De acordo com o boletim epidemiológico, que analisa a situação da dengue em Sorocaba, os bairros com mais casos registrados de dengue são estes: Parque Vitória Régia, Herbert de Souza, Parque das Laranjeiras, Jardim Maria Antônia Prado, Vila Carvalho, Jardim Zulmira, Vila Barão, Vila Helena, Parque Esmeralda, Jardim Simus, Wanel Ville, Quintais do Imperador, Vergueiro, Parque Campolim e Jardim Capitão.

Por isso, é necessário que cada cidadão faça sua parte e elimine de sua casa todos os materiais que possam acumular água da chuva e, assim, possam ser criadouros do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue. É preciso que a população confirme ainda se não há nenhuma calha entupida, objetos espalhados nos quintais e vasos de plantas que acumulem água. Além disso, é fundamental tampar vasos sanitários e cobrir piscinas.

Se uma pessoa apresentar algum sintoma da dengue (febre, vômito, dor no corpo, dor na cabeça ou dor atrás dos olhos), deve procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. "O mais importante é se hidratar bastante e não se automedicar, pois isso pode até piorar o quadro do paciente", ressalta a médica Áurea Íscaro Andrade, coordenadora da área de Urgência e Emergência da SES.

Haddad pressiona Alckmin a criar inspeção veicular em todo Estado



Haddad pressiona Alckmin a criar inspeção veicular em todo Estado

Fonte: Jornal Folha de São Paulo
EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), cobrou ontem o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para que a inspeção veicular ambiental seja implantada em todo o Estado ou pelo menos na região metropolitana.
Haddad recua e adia 'alívio' na inspeção veicular em São Paulo
Haddad diz que Controlar é 'ficha-suja' e quer inspeção em oficinas
Prefeito de SP apresenta projeto que muda regras da inspeção
Ontem, ao apresentar projeto que muda regras da inspeção, Haddad disse que, caso o Estado não implante a vistoria estadual, ele irá exigir que veículos licenciados em outras cidades e que circulem pelo menos 120 dias por ano na capital sejam obrigados a fazer a inspeção.
O controle será feito, segundo Haddad, por meio dos radares que fiscalizam o cumprimento do rodízio, que têm sistema de leitura de placa.
Para o prefeito, o objetivo é "estancar a sangria" de recursos públicos. A Secretaria de Finanças tem estudo que aponta que a cidade pode perder R$ 1 bilhão em quatro anos por causa da inspeção.
Veículos estariam sendo licenciados fora da cidade para fugir do teste --com isso, a cidade não recebe o IPVA.
"Estamos criando um desequilíbrio na região metropolitana e sem ganhos ambientais. A cidade não pode ficar sem creche, corredor de ônibus, hospital, porque ficamos sozinhos na defesa do ambiente", disse Haddad.
Joel Silva/Folhapress
Funcionario faz inspeção veicular em carro no pátio da Controlar em São Paulo; Haddad adia 'alívio' prometido
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Em nota, o governo Alckmin disse que atua "fortemente" na redução da poluição veicular e citou a redução de impostos para o etanol (combustível menos poluente) e os investimentos no transporte sobre trilhos.
Disse, ainda, que há projeto sobre a inspeção estadual tramitando na Assembleia, "que é um poder independente". O projeto foi enviado por José Serra (PSDB) em 2009.
A possibilidade de exigir inspeção de veículos "forasteiros" está no projeto que chega hoje à Câmara. Ele prevê que donos de veículos aprovados na inspeção tenham direito a reembolso da taxa --R$ 47,44-- já este ano. O custo anual para a prefeitura será de R$ 150 milhões.
Haddad recuou em pontos polêmicos: tornar a inspeção obrigatória apenas a cada dois anos (hoje é anual) e só para veículos com cinco anos ou mais de fabricação.
Ele decidiu contratar o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para definir como deve ser feita a inspeção. Com isso, deve diminuir as resistências na Câmara, no primeiro grande teste que Haddad enfrentará na Casa.
Colaborou EDUARDO GERAQUE
Editoria de Arte/Folhapress