terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Novo vírus está adaptado para infectar humanos, confirmam cientistas

Novo vírus está adaptado para infectar humanos, confirmam cientistas
 Fonte: Jornal Diário de Sorocaba
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Um novo vírus que surgiu em 2012 no Oriente Médio e já matou cinco pessoas está bem adaptado para infectar os humanos, mas possivelmente poderá ser tratado com medicações que reforçam o sistema imunológico, disseram cientistas nesta terça-feira (29).

O novo vírus, chamado novo coronavírus, ou NcoV, é da mesma família do resfriado comum e da Sars (síndrome respiratória aguda grave). Já houve 12 casos confirmados no mundo - incluindo na Arábia Saudita, Jordânia e Barein, e cinco pacientes morreram.

Em um dos primeiros estudos publicados sobre o NcoV, que era desconhecido dos humanos até setembro passado, pesquisadores disseram que ele consegue, com a mesma facilidade do resfriado comum, entrar no revestimento pulmonar e escapar ao ataque do sistema imunológico.

Ele então "cresce muito eficientemente" nas células humanas, e isso sugere que o vírus está bem equipado para contaminar humanos, segundo Volker Thiel, do Instituto de Imunobiologia do Hospital Cantonal, da Suíça, que comandou o estudo.

Os coronavírus são uma família de vírus que inclui o resfriado comum e a Sars  - doença que surgiu em 2002 na China e que matou cerca de um décimo das 8.000 pessoas contaminadas no mundo todo.

Os sintomas do NcoV e da Sars incluem doença respiratória severa, febre, tosse e dificuldades respiratórias. Dos 12 casos confirmados até agora, quatro foram na Grã-Bretanha, um na Alemanha, dois na Jordânia e cinco na Arábia Saudita.

Os cientistas sugerem que o vírus tenha vindo de animais, e especialistas britânicos disseram que análises científicas preliminares sugerem um parentesco com os coronavírus de morcegos.

Tampouco se sabe a real prevalência do vírus - é possível que, além dos 12 casos graves que foram diagnosticados, haja pessoas com sintomas mais brandos.

"Não sabemos se os casos (até agora) são a ponta do iceberg, ou se há muito mais gente infectada sem mostrar sintomas severos", disse Thiel, que trabalhou com uma equipe de cientistas da Holanda, Suíça, Alemanha e Dinamarca. "Não temos casos suficientes para formarmos um quadro completo da variedade dos sintomas."

Thiel disse que, embora o vírus possa ter saltado de animais para humanos muito recentemente, sua pesquisa mostrou que ele está tão bem adaptado quanto os vírus de resfriados e da Sars para infectar o trato respiratório humano.

O estudo, publicado na mBio, periódico digital da Sociedade Americana de Microbiologia, indicou também que o NcoV está suscetível a tratamento com interferons, remédios que reforçam o sistema imunológico e que também são usados com sucesso para o tratamento de outras doenças virais, como a hepatite C.

Estudo revela que uma em cada cinco vítimas de trânsito consumiu álcool

Estudo revela que uma em cada cinco vítimas de trânsito consumiu álcool
Fonte: Jornal Diário de Sorocaba 
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Uma em cada cinco vítimas de trânsito atendidas em emergências de hospitais públicos do País admitiu ter ingerido algum tipo de bebida alcóolica. Entre os que se envolveram em episódios de agressão física, 49% confirmaram ter bebido antes. Os dados, apresentados nesta terça-feira (19) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fazem parte de um estudo que aponta o álcool como fator preponderante em episódios de violência.

Para montar o Vigilância de Violência e Acidentes (Viva), o Ministério da Saúde ouviu 47 mil pessoas em 71 hospitais de todas as capitais e do Distrito Federal. O levantamento mostra que entre as pessoas envolvidas em acidentes de trânsito, 22,3% dos condutores haviam ingerido bebida alcoólica. Entre os pedestres, o percentual é de 21,4%. Dos passageiros acidentados, 17,7% haviam consumido álcool. Entre os casos estudados, 56,8% dos acidentados atendidos se locomoviam em motos.

O estudo mostra, ainda, que a ingestão de álcool não é prerrogativa apenas dos que agridem ou têm grau de instrução menor. Segundo o documento, 28% das vítimas de agressões e 40% das vítimas do trânsito tinham entre 9 e 11 anos de escolaridade. A maioria é de homens - 25% dos que sofreram acidente tinham ingerido álcool - e quase 40% das vítimas têm entre 20 e 39 anos. 

Como os dados foram coletados em outubro de 2011, ainda não é possível verificar a influência do endurecimento da Lei Seca no comportamento de motoristas e pedestres. Ainda assim, para o ministro Alexandre Padilha, há uma tendência de redução nas internações por acidentes de trânsito em proporção à frota de veículos.

“Esses são dados preliminares, mas que indicam que os Estados que apertaram as blitzes em função da Lei Seca conseguiram uma redução no número de internações e óbitos decorrentes de acidentes no trânsito”, explicou Padilha.

O ministro também afirmou que o governo tem monitorado meios utilizados por motoristas para evitar o endurecimento da fiscalização, como contas no Twitter e programas específicos voltados ao trânsito. No entanto, Padilha admitiu que não há como controlar esses instrumentos até o momento. "Se sou contra beber e dirigir, serei contra qualquer instrumento que venha burlar a fiscalização. O Ministério das Cidades está cuidando desse tema, mas ainda não há muito a ser feito”, disse.