domingo, 24 de fevereiro de 2013

"Raça ninguém escolhe. Ser gay é preferência", diz Malafaia



Em entrevista a EXAME.com, o pastor defende o que chama de "reorientação" homossexual e fala sobre as suas duas últimas brigas, com a revista Forbes e o site Avaaz


Divulgação
O pastor Silas Malafaia
O pastor Silas Malafaia: "quando o homem se mete a Deus, ele só faz bobagem"
São Paulo – Líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, televangelista e, embora ele não goste de se apresentar assim, psicólogo, Silas Malafaia é um dos religiosos cujo nome mais aparece envolto em polêmicas.
Suas posições contrárias a questões de direitos gays, aborto e, mais recentemente, duas brigas que devem parar na Justiça - uma com a revista norte-americana Forbes e outra com o site de petições Avaaz - fazem com que Malafaia raramente deixe as manchetes.
A Forbes o apontou como o terceiro pastor mais rico do Brasil, com fortuna estimada em 150 milhões de dólares, o que ele nega.
Já o Avaaz, site de mobilização social que ficou famoso por coletar as assinaturas contra Renan Calheiros, retirou do ar uma petição favorável a ele, mantendo as assinaturas da que pedia a cassação de seu registro como psicólogo.  
Em entrevista a EXAME.com, o pastor fala sobre essas disputas e suas opiniões em temas como direitos dos homossexuais, aborto e eutanásia.
EXAME.com – Há uma petição no site Avaaz.org que pede que seu registro de psicólogo seja cassado por conta do que o senhor falou sobre ser gay ser um comportamento adquirido. A petição em resposta, que pedia que seu registro não fosse cassado, foi deletada pelo site. O senhor vai entrar nessa briga?
Silas Malafaia –
 Sem dúvida. A coisa é tão vergonhosa porque começa a ficar exposto que as pesquisas do Avaaz são ideologizadas porque o cara [o coordenador de campanhas Pedro Abramovay, ex-secretário Nacional de Justiça] é vinculado ao PT e todo mundo sabe que quem protege a causa gay no Brasil é o PT, mais do que ninguém. E todo mundo sabe que eu fui contra eles, o PT tem bronca de mim. Mandei e-mail para o Avaaz nos Estados Unidos detalhando toda essa cachorrada.
EXAME.com – Mas o senhor afirmou que também pretende processá-los aqui no Brasil. Desistiu do processo?
Malafaia –
 Vou processar. Entra uma petição com um pedido de cassação do meu registro de psicólogo por uma entrevista que eu dou como pastor. Ok, democracia. Aí um evangélico coloca uma petição para a não cassação. Dez dias depois aqueles que assinaram a meu favor: 65 mil. Contra: 55 mil. Quando eu passo, o Avaaz manda um e-mail para o cara que postou dando a desculpa mais esfarrapada, antidemocrática, coisa de gente inescrupulosa. Quer dizer que petição contra mim cabe na política do site? A meu favor não cabe? Dez dias depois? Tinham de barrar lá no início então.
EXAME.com – O senhor já falou que vai processar a Forbes lá nos Estados Unidos. Como está o andamento do processo?
Malafaia – Estou preparando toda a documentação para o processo. E acredito que na semana que vem já entramos com tudo, meu advogado já foi aos EUA. Vou entrar bonito porque o que os caras fizeram foi outra safadeza. Eu tenho 300 milhões? Só quem tem essa informação é a Receita Federal e só se pode ter acesso a isso com requisição de quebra de sigilo fiscal. Não tenho isso e vou mostrar minha declaração de imposto de renda. Queria mostrar lá no programa da Marília Gabriela, mas ela falou que não tinha câmera pra isso e blá blá blá. Não devo nada.
EXAME.com – A maior polêmica que surgiu no programa De Frente com Gabi talvez tenha sido a sua crença de que gays podem ser “convertidos”. Como funciona essa “cura gay”?
Malafaia – 
Não é cura gay, isso é jogadinha dos ativistas gays. Não se fala em cura gay, fala-se em reorientação e só pode se a pessoa quiser. Ninguém nasce gay, não é doença. É algo aprendido ou imposto. Quarenta e seis por cento dos homossexuais passaram a ser depois que foram violados.
EXAME.com – Então funciona essa reorientação dos gays?
Malafaia – É na igreja, não é como psicólogo, é como pastor. Aconselhamos, usamos elementos espirituais, oramos. São outros critérios. O Conselho com esse negócio de psicólogo não poder tratar gay só está fazendo com que os gays vão todos à igreja. 

EXAME.com – Muitos especialistas dizem que propor uma reorientação passa a ideia de que há algo de errado com o homossexual, enquanto o papel do psicólogo seria fazer com que a pessoa se sinta confortável com quem é, já que homossexualidade não é distúrbio ou doença.Malafaia – Isso de não ser confortável ou de ter a situação piorada por nossa causa é conversa fiada de ativista gay. Isso são eles que estão dizendo. Se um homossexual pedir ajuda é um problema entre o homossexual e o terapeuta. Um terapeuta ouve a queixa do paciente e o ajuda. E se chegar um evangélico no terapeuta querendo se desvencilhar dessa crença? Duvido que ele não ajude. Ele não vai dizer que ser evangélico é um problema seu. É um comportamento religioso e o outro é um comportamento sexual.
EXAME.com – Como assim? É uma escolha, então?
Malafaia –
 É um comportamento. Repito: ninguém nasce gay, não tem gene gay, hormônio gay. Essa do ativismo gay de querer se comparar com raça é piada. Raça ninguém escolhe. Ser gay é preferência, aprendida ou imposta. Não existe prova científica que alguém nasce homossexual.
EXAME.com – Existem estudos mostrando que há bases genéticas para a orientação sexual.Malafaia – Por que a evolução é teoria? Porque não pode ser provada. Para poder ter evolução tem que derrubar lei da biogênese, termodinâmica. Evolução é uma teoria, pelo amor de Deus, e eles veem como uma verdade. Como a teoria da criação no meio científico. São duas teorias. A mente humana, para acreditar em alguma coisa – isso eu sou psicólogo e posso dizer agora – tem que ouvir repetidas vezes alguma coisa. Mentiras passam a ser verdades absolutas, como a da evolução. Me diz a prova concreta da evolução. Não tem. A mesma coisa a questão da homossexualidade. Quem provar que é genético vai ganhar um Nobel. Existe diferença entre a maioria aprovar e ser verdade científica.
EXAME.com – O que o senhor acha das recentes conquistas dos gays em termos de direitos no Brasil?Malafaia – Olha, tem lugar onde os gays têm até mais direitos que o Brasil. Eu sou contra casamento de homem com homem ou mulher com mulher. A história da civilização humana mostra que estamos sustentados na instituição da família.

EXAME.com – O senhor é contra adoção de crianças por casais gays também?Malafaia – Na universidade eu ouvi vários professores falarem que o primeiro objeto de amor da criança é a mãe e aí ela faz ruptura com a mãe a partir da figura paterna. Isso significa que a criança precisa de um homem e uma mulher na vida dela.
EXAME.com – Essas figuras não podem ser outros parentes ou outras pessoas? O que acontece no caso de pais solteiros ou viúvos?Malafaia – Até pode substituir. Uma questão é o caso de uma mulher sozinha. Isso são casos especiais e os consultórios estão cheios de psicólogos atendendo crianças criadas só por mãe ou só por pai. O resultado das crianças criadas por gays a gente vai ver daqui 30, 40 anos, porque a coisa é nova. Agora, imagina esses homens desajustados ou essas mulheres produzindo problemas para os filhos. Ninguém vai me convencer que a criança vai estar bem, o que tem é blá blá blá. Existe no mundo ocidental uma mudança de paradigma. Querem substituir o modelo cristão-judaico pelo modelo ateísta humanista. E a esquerda ideológica quer desconstruir a heteronormatividade.
EXAME.com – E no que isso implicaria?
Malafaia –
 Até os homossexuais são frutos de um homem e uma mulher. Pega mil casais de homossexuais e bota numa ilha. Depois de 50 anos, volta lá para ver se a espécie multiplicou ou acabou. O resultado disso é a promiscuidade da raça humana. O homem distanciado de Deus tenta virar um próprio Deus e vira uma nojeira.
EXAME.com – O senhor também é muito conhecido por ser contra o aborto. Os argumentos vêm da religião?
Malafaia – 
Não precisa. Quem define na ciência onde começa a vida? A biologia, apoiada pela embriologia. A vida começa na concepção e vai até a morte. Significa que aborto é matar a vida. A diferença entre óvulo fecundado e você e eu é o tempo e a nutrição. O embrião já é uma pessoa porque ele não pode ser outra coisa. A verdade é que o aborto é um massacre dos poderosos contra os indefesos. Quero saber qual a mulher que em sã consciência sabe que tem um humano na barriga e vai abortar? E os médicos? No juramento, ele promete sempre defender a vida.
EXAME.com – Pelo mesmo raciocínio, o senhor também é contra a eutanásia, então?
Malafaia –
 Que eutanásia, que nada. Ser humano não é Deus. Já disseram, e está certo, que o ser humano pode morrer com um segundo ou cem anos, não está em nós decidir o dia que ele vai morrer. A gente não é Deus e quando o homem se mete a Deus, ele só faz bobagem.
Fonte: 

UFC 157: Ronda Rousey brilha, finaliza rival e faz história



MMA

Depois de escapar de um mata-leão - e de impedir que o seu top escorregasse -, a estrela fez o que todos esperavam: venceu com chave de braço no 1º round

Ronda Rousey derrota Liz Carmouche na primeira luta feminina do UFC, em Anaheim, na Califórnia
Ronda Rousey derrota Liz Carmouche na primeira luta feminina do UFC, em Anaheim, na Califórnia - Jae C. Hong/AP
Antes da luta histórica entre as mulheres, o Brasil ganhou mais uma chance de conquistar um título no UFC - agora, com Lyoto Machida, que derrotou o veterano americano Dan Henderson, em polêmica decisão dividida dos jurados
A americana Ronda Rousey, de 26 anos, garantiu de vez um lugar na história do MMA ao confirmar seu favoritismo e vencer a primeira luta feminina a ser realizada pelo UFC, neste sábado, na Califórnia. A jovem estrela, que tem um cartel perfeito na modalidade, derrotou a também americana Liz Carmouche - como de costume, com uma chave de braço no primeiro assalto, repetindo o que já tinha feito em todas as suas outras lutas como profissional (agora, são sete vitórias, todas com o mesmo golpe). Apesar do domínio de Ronda, a primeira luta de mulheres na maior franquia de MMA do planeta foi eletrizante - a favorita partiu para cima, mas quase foi finalizada num supreendente mata-leão encaixado por Liz. Depois de conseguir se desprender da oponente - e de parar para ajeitar o top preto decotado, que ameaçava mostrar mais do que a campeã queria -, Ronda controlou o combate, prendendo a desafiante sob seu corpo e desferindo uma série de socos de causar inveja em qualquer profissional de primeiro escalão do MMA. No fim do assalto, veio o golpe que todos esperavam - e que, mesmo com todo o treinamento de defesa de Liz Carmouche, acabou sendo inevitável.
Ao conseguir pegar o braço da oponente, Ronda Rousey, medalhista olímpica no judô, precisou de poucos segundos para confirmar a finalização e fazer sua primeira defesa de título no UFC - por ser a campeã no extinto Strikeforce, ela já entrou no UFC com esse status, mesmo tendo revelado seu incômodo ao ganhar o prêmio sem ter lutado na franquia. Ao receber o cinturão logo depois da vitória, Ronda abriu um sorriso e enfim mostrou-se confortável com a posição de campeã incontestável da categoria peso-galo. Sucesso fenomenal de público - o evento na Califórnia teve cobertura de revistas e emissoras de TV que não costumam seguir o MMA, comoRolling StoneForbes e CNN -, Ronda comprovou que não é famosa só pela beleza - e certamente ganhou o respeito de muitos que torciam o nariz para a chegada das mulheres ao octógono. Para o UFC, sua chegada significa muito dinheiro e ainda mais fãs espalhados por todo o mundo. O presidente da franquia, Dana White, só tem um problema a resolver quando se trata de Ronda Rousey: será difícil achar alguém capaz de ameaçar o reinado da estrela.
Vitória e vaias - Antes da luta histórica entre as mulheres, o Brasil ganhou mais uma chance de conquistar um título no UFC - agora, com Lyoto Machida, que derrotou o veterano americano Dan Henderson, em polêmica decisão dividida dos jurados, e garantiu um compromisso no calendário do supercampeão dos meio-pesados, Jon Jones. O presidente do UFC, Dana White, já havia dito que o vencedor do duelo, a segunda principal luta do evento deste sábado, teria uma chance de disputar o título. Como quase ninguém acredita que Chael Sonnen será capaz de tirar o cinturão de Jones, em luta marcada para abril, é muito provável que Lyoto tenha sua revanche contra o campeão, que já o derrotou no fim de 2011. O carateca de 34 anos, que já foi campeão dos meio-pesados, terá mais uma chance de recuperar o cinturão. A luta, no entanto, foi decepcionante - para quem esperava uma bela exibição de Lyoto e Hendo, lutadores de excelente currículo, o combate, muito estudado e cheio de cautela, foi fraco. A decisão foi vaiada pela torcida americana, que ficou desapontada com o duelo e achou que o atleta da casa foi melhor. 
O primeiro round foi morno, com muita cautela dos lutadores e quase nenhuma trocação de golpes. No fim do assalto, Lyoto levou Hendo para o chão, mas não teve tempo para ferir o oponente antes do fim do round. O segundo assalto teve mais ação de ambos os lados, mas Lyoto seguiu com a estratégia de controlar o ritmo da luta, mantendo o americano à distância e apostando em chutes rápidos e contra-ataques. No round decisivo, Dan Henderson derrubou o brasileiro, mas teve dificuldade para encaixar seus golpes. No fim, o brasileiro foi tão cauteloso na luta que transmitiu a impressão de ter sido superado por Hendo - pelo menos na avaliação do público presente no evento, que desaprovou a decisão favorável ao carateca. No número de golpes desferidos, porém, a superioridade de Lyoto foi confirmada (foram 68 contra 32). Antes do encontro entre Lyoto e Henderson, o card principal do UFC 157 teve a vitória de Robbie Lawler sobre Josh Koscheck (nocaute no primeiro round) e o triunfo de Court McGee sobre Josh Neer (decisão unânime dos jurados). Urijah Faber, o "California Kid", derrotado por Aldo numa grande luta em 2010, finalizou Ivan Menjivar no primeiro round.
A noitada de lutas, realizada na arena Honda Center, em Anaheim, nos arredores de Los Angeles, com ingressos esgotados e muita procura pelos pacotes de pay per view - tudo por causa da presença de Ronda Rousey -, começou com a derrota de um brasileiro. Yuri Villefort fez sua primeira luta no UFC contra Nah-Shon Burrell e foi derrotado por decisão unânime. Em seguida, Neil Magny derrotou Jon Manley (decisão unânime), Kenny Robertson superou Brock Jardine (finalização no primeiro round), Sam Stout passou por Caros Fodor (decisão dividida) e Dennis Bermudez venceu Matt Grice (decisão dividida, numa luta muito equilibrada e emocionante). Vencedor do reality show The Ultimate Fighter, Michael Chiesa finalizou Anton Kuivanen com um mata-leão no segundo round. O card preliminar foi fechado com a vitória de Brendan Schaub sobre Lavar Johnson (decisão unânime). A próxima noitada de lutas do UFC acontece no Japão e tem como destaque um brasileiro: Wanderlei Silva, ídolo no país nos tempos do extinto Pride, encara o americano Brian Stann no próximo fim de semana, em Saitama.

UFC: saiba o que vem por aí em 2013

Confira quais eventos estão na agenda da maior franquia de MMA do mundo

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Wanderlei Silva x Brian Stann

O UFC voltará ao Japão em 3 de março. A Saitama Arena, que ficou conhecida pelos eventos do Pride, receberá a luta entre Wanderlei Silva e Brian Stann, nos meio-pesados. Cristiano Marcello lutará contra Kazuki Tokudome e Marcelo Guimarães enfrentará Hyun Gyu Lim.
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 Fonte: VEJA