sexta-feira, 5 de abril de 2013

Calvície pode estar relacionada a problemas cardíacos


Pesquisa feita no Japão concluiu que o risco de doença cardíaca é aumentado especialmente com a perda de cabelo no topo da cabeça

Perda de cabelo no topo da cabeça, formando a chamada 'coroa',pode estar relacionada a um risco maior de doença coronariana, diz estudo
Perda de cabelo no topo da cabeça, formando a chamada 'coroa',pode estar relacionada a um risco maior de doença coronariana, diz estudo (Thinkstock)
Um time de pesquisadores japoneses revisou diversos estudos sobre a relação entre calvície e problemas no coração e concluiu que, de fato, a queda de cabelo, especialmente quando ocorre no topo da cabeça (a 'coroa'), aumenta o risco de doenças cardíacas entre os homens. O trabalho, feito na Faculdade de Medicina da Universidade de Tóquio, no Japão, foi publicado nesta quinta-feira no periódico BMJ Open.

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DOENÇA CORONARIANA
Também chamada de coronariopatia, é uma frequente doença cardiovascular na qual o transporte que leva o sangue ao músculo cardíaco está bloqueado parcial ou completamente. É provocada pelo depósito de colesterol e outras gorduras nas paredes das artérias coronárias. Embora atinja os dois sexos, atinge os homens em geral dez anos mais cedo que as mulheres, que costumam desenvolver a doença após a menopausa. Idade avançada, pertencer ao sexo masculino, e ter histórico familiar na doença na família são alguns dos fatores de risco do problema, que também envolvem hábitos de vida, como tabagismo, má alimentação, sedentarismo e obesidade.
A pesquisa japonesa levou em consideração seis estudos feitos entre 1993 e 2008 que, ao todo, envolveram mais de 40.000 homens. Três desses trabalhos acompanharam voluntários por mais de dez anos. Segundo suas conclusões, os homens que, ao longo desse período, perderam a maior parte de seus fios de cabelo, em comparação com os que os mantiveram, apresentaram um risco cerca de 30% maior de ter uma doença coronariana. Essa condição ocorre quando o transporte que leva o sangue ao músculo cardíaco está bloqueado parcial ou completamente em consequência do depósito de colesterol e outras gorduras nas artérias.
Região específica — A revisão também concluiu que o risco de uma doença coronariana é mais elevado conforme a gravidade da calvície. Porém, segundo os autores, essa relação somente é válida se a queda de cabelo começa no topo da cabeça. Um homem com calvície grave no topo da cabeça pode ser quase 50% mais propenso a sofrer de uma doença coronariana do que um indivíduo que não sofre com a perda dos fios, por exemplo. Por outro lado, essa chance é 18% maior entre homens com calvície menos grave nessa região da cabeça.
Além disso, segundo o estudo, o risco de doença coronariana aumenta ainda mais caso o homem tenha calvície tanto na parte da frente, ou nas 'entradas', quanto no topo da cabeça — indivíduos com essas características são quase 70% mais propensos a desenvolver a condição do que homens sem calvície. 
As outras três pesquisas analisadas pelo time da Universidade de Tóquio observaram a saúde cardíaca de homens que já estavam carecas, ou então que caminhavam para isso, e a compararam com os resultados de saúde de homens que não haviam perdido seus fios de cabelo. De acordo como esses estudos, o primeiro grupo foi 70% mais propenso a apresentar alguma doença cardíaca em comparação com o restante dos homens. Esse risco foi maior entre os participantes mais novos, que apresentaram uma probabilidade 84% maior de ter problemas de saúde no coração.
Para os autores da revisão, é possível que a calvície masculina seja um indicador de resistência à insulina, um percursor do diabetes, um estado de inflamação crônica ou então que esteja associada a um aumento da sensibilidade à testosterona. Todos esses fatores estão direta ou indiretamente associados ao surgimento de doenças cardiovasculares.

Opinião do especialista

Luiz Antonio Machado César
Cardiologista e diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP (Incor)

"Há centenas de fatores que estão associados à doença coronariana. Essa relação que o estudo encontrou entre calvície e o problema cardíaco é relevante, mas não substitui os outros fatores de risco. Ou seja, o fato de um homem ser ou não calvo não faz com que um médico deixe de considerar outros fatores, como tabagismo, sedentarismo, obesidade e hipertensão, na hora de avaliar se o paciente tem risco de uma doença coronariana.
O estudo tem um problema que é o fato de ele não ter levado em consideração esses outros fatores de risco para doenças cardíacas. Então não é possível dizer quem um homem calvo necessariamente terá uma doença coronariana ou então que um indivíduo sem calvície esteja livre do problema.
É possível que, além do fator genético, problemas como obesidade, diabetes, altos níveis de glicose no sangue e sedentarismo favoreçam a calvície. Por isso, uma forma de interpretar esses resultados é pensar que homens calvos, especialmente os mais jovens, com menos de 50 anos, já são propensos a ter doenças cardíacas.
O estudo é relevante, mas ele pode dar um peso para a calvície que, em relação ao risco de doença cardíaca, não é real na prática."
Todas as informações são da Veja.

Seul mobiliza navios para interceptar míssil do Norte


Fontes do ministério de Defesa do país indicaram que Pyongyang já instalou dois projéteis em plataformas de lançamento no litoral da península coreana

Tanques sul-coreanos passam por uma ponte temporária perto da fronteira com a Coreia do Norte. Nova presidente da Coreia do Sul prometeu forte resposta militar a qualquer provocação da Coreia do Norte depois que Pyongyang anunciou que os dois países estavam agora em estado de guerra
Tanques sul-coreanos passam por uma ponte temporária perto da fronteira com a Coreia do Norte. Nova presidente da Coreia do Sul prometeu forte resposta militar a qualquer provocação da Coreia do Norte depois que Pyongyang anunciou que os dois países estavam agora em estado de guerra - Kim Jae-Hwan/AFP
Coreia do Sul deslocou nesta sexta-feira dois navios de guerra com capacidade para interceptar mísseis balísticos para sua costa, depois de detectar indícios de que a Coreia do Norte pode estar preparando um ataque nos próximos dias. Segundo declarou um porta-voz do ministério da Defesa para a agência de notícias sul-coreana Yonhap, os destróieres com 7.600 toneladas foram divididos entre a costa leste e oeste do país e estão equipados com o sistema de radar Aegis, capaz de detectar e destruir mísseis em sua trajetória intermediária.

A preocupação da Coreia do Sul com um iminente ataque de míssil da rival do Norte aumentou exponencialmente nos últimos dias, após a observação de intensas manobras bélicas do outro lado da fronteira. Citando um alto oficial militar, a agência Yonhap aponta que, após um mês de ameaças, a Coreia do Norte transferiu de trem, no início desta semana, dois mísseis Musudan e os colocou em plataformas de lançamento móveis na costa leste, no que seria um dos últimos preparativos antes de um lançamento surpresa.

Míssil - Revelado pela primeira vez em um desfile militar em 2010, o Musudan tem um raio de ação estimado em 4.000 quilômetros, suficiente para atingir a Coreia do Sul, o Japão e a ilha de Guam. "Estamos vigiando de perto os preparativos da Coreia do Norte, embora ainda não esteja claro quando e de onde o projétil será disparado", disse o porta-voz do ministério da Defesa da Coreia do Sul, Kim Min-seok. Muitos analistas acreditam que Pyongyang pretende realizar o lançamento em meados deste mês, para comemorar o aniversário de Kim Il-sung, fundador do país, celebrado em 15 de abril.
Outro país que está levando a sério a retórica belicista do ditador Kim Jong-un são os Estados Unidos. Após ameaças de um ataque nuclear por parte da Coreia do Norte, Washington reforçou suas defesas no Pacífico, enviando um sofisticado sistema antimísseis para a região. “Pyongyang é um perigo real e claro para os interesses dos EUA e seus aliados”, afirmou o secretário de Defesa da Casa Branca, Chuck Hagel. Na quinta-feira, autoridades americanas também indicaram que Pyongyang pode lançar um ataque com míssil nos próximos dias.

(Com agência EFE)
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