quarta-feira, 15 de maio de 2013

Policiais femininas são homenageadas


| 58º ANIVERSÁRIO DA POLÍCIA FEMININA


Uma confraternização reuniu na manhã de ontem as policiais femininas do Comando de Policiamento do Interior (CPI-7) em Sorocaba, no auditório do Sesi de Sorocaba. Com diversas homenagens, o evento marcou a comemoração do 58º Aniversário da Polícia Feminina do Estado de São Paulo durante o 9º Encontro da Mulher Policial. O CPI-7 engloba 79 municípios e conta com 280 policiais femininas, 35 delas na cidade de Sorocaba.

"O objetivo desse evento é homenagear todas as mulheres que fazem parte do CPI-7", conta a 1º tenente PM, chefe do setor de Comunicação Social, Cristiane Ribeiro Sampaio Brisida. A solenidade lembrou a data de 12 de maio de 1955, quando houve o ingresso da mulher na atividade de segurança pública uniformizada do Estado de São Paulo. Em Sorocaba, o início das mulheres na corporação ocorreu na década de 1980. 

"A primeira mulher a ingressar na corporação foi a coronel PM Hilda Macedo, que começou com trabalhos sociais e logo passou a exercer funções operacionais. Antes não iam às ruas, mas hoje elas ganham espaço e são vistas de forma igualitária aos homens. No entanto, o que diferencia a policial é sua sensibilidade ao fazer seu trabalho, o que nunca dificultou que fosse feito de forma profissional nesses 58 anos de história no Comando." Durante o evento houve uma palestra com a escritora Leila Navarro. 

Contribuir para o bem da sociedade foi o principal motivo que levou a soldado PM Inara Vicente a entrar para a Polícia Militar. "Sempre é bom ajudar e essa foi a forma que encontrei para cooperar com o local onde vivo. Acredito que não exista mais o preconceito, no entanto, ainda há um machismo, já que para muitos somos ainda o sexo frágil. Tive influência da família na escolha, uma vez que tenho irmãos que hoje estão na Policia Militar e estimularam minha escolha."

A homenageada na solenidade, a coronel PM Fátima Ramos Dutra, hoje na reserva, onde depois de cinco anos como coronel se afasta do cargo em um espécie de aposentadoria, contou que a experiência em trabalhar no mais elevado cargo da corporação fez com que se aproximasse mais da população. "A situação das mulheres mudou com o passar dos anos, ganhou mais espaço em um universo antes visto como masculino. Hoje, nós atuamos em todas as funções, seja administrativa ou operacionais. Sempre vaidosas nunca deixaram de ser sentimentais, e prestativas no que fazem."

Quem compartilha dessa opinião é o comandante da PM, coronel Helson Léver Camilli. "A mulher adquiriu seu espaço por ser capaz de dar tudo de si para o seu trabalho. Ela nunca deixa o seu serviço pela metade, seja na casa como esposa e mãe ou seja dentro de suas funções. É capaz de colocar-se ao serviço do próximo. E mesmo com seu lado sentimental, consegue ser profissional a toda prova. Além disso, deixa o ambiente muito mais bonito e alegre. O seu papel na sociedade é importante, porque são capazes de usar seu olhar, sua intuição."
As informações são do Jornal Cruzeiro do Sul.

Denúncia entrega quatro pessoas que armazenavam drogas em casa de condomínio fechado

Sorocaba

 

Entre as apreensões, 2,6 kg de cocaína em pasta base e em tijolos, ainda puros (Foto: Divulgação/PC)
 

 
DISQUE 181

Duzentos mil reais em cheques, R$ 1 mil em dinheiro, telefones celulares, mais de dois quilos de drogas e vários objetos utilizados no preparo dos entorpecentes foram apreendidos por policiais civis do 8º Distrito Policial (DP), zona norte da cidade, após o recebimento de uma denúncia anônima. A ação ocorreu na noite de segunda-feira (13), na Vila Helena, onde quatro homens foram presos e dois veículos retidos. Na tarde de ontem, o delegado responsável pelo caso explicou a ação do grupo que seria distribuidor de drogas naquela região.

José Carlos do Amaral, 39 anos; Vágner Roberto Barreto, de 37; Marcos Aparecido Romano, de 38; e Mário Carlos de Fonseca Junior, de 39, foram denunciados e depois de investigação feita pelos policiais, acabaram presos em flagrante quando saíam da casa situada no interior de um condomínio da rua Ariberti Fazzio. A casa nº 2 estava sem qualquer mobília, por isso a polícia acredita que o endereço estivesse sendo usado apenas como depósito e distribuidor de entorpecentes.

Por volta das 19h30 de segunda-feira, os policiais civis viram os quatro homens saindo da casa e entrando em dois veículos, um VW Golf preto e um Hyundai I 30, que também foram apreendidos. Abordados e revistados, com eles os investigadores encontraram vários cheques que somaram cerca de R$ 200 mil. Para o delegado titular do 8º DP, Maurício Orfali, os cheques, que estão em nome de terceiros, seriam uma forma de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. “É uma soma considerável, e agora vamos investigar a procedência.”

Em buscas dentro da casa, os policiais encontraram 15 telefones celulares com vários chips, R$ 1 mil em dinheiro, uma balança de precisão, um liquidificador e um prato, talher e peneira com resquícios de drogas, e 2,6 kg de cocaína em pasta base e tijolo. Pelo jeito como a droga foi encontrada, o delegado acredita que o grupo repassava para médios traficantes ainda sem embalar, para que esses preparassem e até aumentassem a quantidade com misturas antes de colocar nos pinos.

De acordo com Orfali, José Carlos disse ser o proprietário da casa, mas essa informação ainda seria verificada. Ele já tinha passagem por tráfico de drogas e associação para o tráfico e estava sendo procurado pela Justiça por estar condenado pelo crime de tráfico cometido em 2004. Essa prisão foi feita por agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). José Carlos chegou a cumprir um período de sua pena, mas recorreu e, em abril passado, a Justiça decretou nova sentença, motivo pelo qual ele estava sendo procurado e agora foi capturado.

Ainda de acordo com a polícia, Marcos Aparecido também tinha passagem por associação para o tráfico e roubo. Vágner já havia sido sentenciado por roubo e Mário era o único do grupo que ainda tinha a ficha limpa. Os quatro foram ouvidos na delegacia e depois recolhidos ao Centro de Detenção Provisória (CDP). O delegado ressalta que a população pode contribuir ainda mais com a polícia fazendo denúncias pelo telefone 181. A denúncia é anônima.

As informações são do Jornal Diário de Sorocaba.