quinta-feira, 30 de maio de 2013

Na Parada Gay, Daniela Mercury tem Cache de R$ 120 mil do governo da Bahia



Daniela Mercury sai do armário e entra no cofre dos baianos. Ou: O lesbianismo estatal de Jaques Wagner

Ai, ai, ai, ai…
Leio notinha no Estadão informando que a cantora Daniela Mercury, aquela que anunciou que agora tem “esposa”, vai desfilar com seu trio elétrico e cantar o Hino Nacional da Parada Gay de São Paulo.
Até aí, tudo certo! É compreensível que ela tenha se tornado um “ícone” — como se diz hoje em dia nos cadernos de cultura até quando se escreve sobre falador de rap… — do movimento gay. Há quem diga que Daniela foi “supercorajosa” ao assumir a sua homossexualidade e coisa e tal. Por mim, está tudo bem.
O que é absolutamente inacreditável, escandaloso mesmo, é saber que o governo da Bahia, do companheiro Jaques Wagner (PT), é que vai pagar o cachê da cantora: R$ 120 mil.
Então vamos ver. Daniela decide anunciar ao Brasil que é lésbica. Ninguém ficou chocado, o que é bom. Ainda que isso só diga respeito a ela mesma, achou que todos deveríamos participar de sua celebração. OK. O mínimo que a gente espera dos heróis de qualquer causa é algum sacrifício ou renúncia, não é mesmo? Isso é próprio da condição.
Não existe heroísmo no estado de gozo permanente. Aliás, em termos, digamos, psicanalíticos, esse gozo permanente seria a negação da civilização. Mas deixemos de lado essas especulações agora. Daniela vai subir no palco, ser ovacionada por sua coragem e… levar R$ 120 mil dos cofres públicos baianos.
Ou por outra: o governo da Bahia estatizou o lesbianismo e fez de Daniela a sua representante. O que deveria ser, então, um ato de resistência contra, sei lá, os caretas, os conservadores, os reacionários, os cultores do tradicional “papai-e-mamãe” (em vez do “mamãe-e-mamãe” e “papai-e-papai”), vejam que coisa!, se transforma em oficialismo dos mais reacionários — e agora entendo que Daniela Mercury não tenha chamado a sua mulher de “mulher”, mas de “esposa”. Já contei aqui que, tão logo assumi um cargo de chefia num jornal, aboli essa palavra. Eu jamais transaria com a minha “esposa”. A gente transa (Daniela também) é com mulher, certo?
Está aí. Tenho escrito alguns textos sobre o caráter que o Bolsa Família vai assumindo no Brasil. Dissemina-se a cultura de que a função do bom patriota é esperar que o estado lhe forneça renda, moradia, emprego, roupa, anticoncepcional, camisinha, pílula do dia seguinte, aborto. Até a homossexualidade, como se nota, tem de ser estatizada — e lembro que a Parada Gay já conta com farto financiamento público.
“Ah, mas Daniela terá custos…” Pois que recorra à iniciativa privada se não tiver como bancar a própria apresentação — ela poderia fazer esse sacrifício porque isso é próprio dos heróis, reitero.
Notem bem: ainda que a grana fosse paga para ela se apresentar na parada gay de Salvador, já estaríamos diante de um completo absurdo. Sendo realizada a festa fora da Bahia, aí já é um escracho. Ou ela virou agora embaixadora do lesbianismo baiano?
O Brasil é mesmo singular, é mesmo curioso — e há uma grande chance de que não dê certo por isso. Antes mesmo de a homossexualidade ser encarada pela maioria dos brasileiros como algo normal, corriqueiro, já virou uma espécie de crença do Estado. E, no Brasil, isto já é uma tradição que sempre resulta emzerda, o Estado tem a ambição de fundar a sociedade, em vez de a sociedade fundar o Estado, que é o caminho normal . Se não me engano, Daniela tem uma música que diz algo mais ou menos assim:  ”O canto desta cidade é meeeuuu!!!”. Já pode começar a cantar: “O cofre da Bahia é meeeuuu…”
O Brasil ainda vai inventar o gay e a lésbica de crachá.
Por Reinaldo Azevedo
O Conteúdo é da Veja.

Sorocaba - Desemprego é principal motivo de inadimplência

33% dos que deixaram de quitar seus débitos alegam que ficaram sem trabalho

Amilton Lourenço
amilton.lourenco@jcruzeiro.com.br
Uma pesquisa realizada pela Associação Comercial de Sorocaba (Acso) durante o mutirão contra a inadimplência realizado nos dias 9, 10 e 11 de maio revela que a principal causa para os consumidores deixarem de quitar suas dívidas é o desemprego. Das 1.286 pessoas ouvidas pelos técnicos da Acso, 419 afirmaram que se tornaram inadimplentes porque perderam o emprego. O número representa 33% do total de entrevistados. Outro motivo apresentado por 338 pessoas para o não pagamento das contas foi o descontrole dos gastos - um total de 26%. Na sequência vem "Outros motivos", com 281 (22%), doença na família 87 (7%), emprestou o nome 81 (6%), queda na renda 58 (5%) e alguém da família ficou desempregado 22 (2%). 

"A maioria justificou a inadimplência pela falta de trabalho. O fato de não ter renda propicia o acumulo de dívidas. Em determinados casos, notamos que a mesma pessoa foi parar no cadastro negativo por atraso de mais de uma conta no mesmo período", comenta Juliana Modesta, coordenadora do mutirão, que faz parte da campanha Recupere seu Crédito. 

"Ainda não temos os números finais da atual campanha, que só termina no próximo dia 6, mas esperamos superar as marcas anteriores com o recebimento de mais de R$ 2 milhões. Nas duas primeiras edições conseguimos negociar R$ 3.225.000, sendo R$ 1.500.000 na primeira e R$ 1.750.000." Juliana afirma que, após o encerramento da campanha, a Acso pretende divulgar um estudo mais detalhado sobre a inadimplência em Sorocaba. "Ainda estamos lançando todos os dados. Depois que o "Recupere" for encerrado, teremos números mais precisos", disse. 

Para fazer a consulta ao SCPC, os interessados precisam estar com o RG e o CPF originais em mãos. Quem quiser obter outras informações sobre a campanha e como quitar seus débitos deve ligar para (15) 3331-1003.
 
Descontrole 
Por descuido, o monitor operacional Sílvio César Góes acabou tendo o nome incluso no Serviço Central de Proteção de Crédito (SCPC). "Por descontrole nos gastos, acabei ficando inadimplente, mas já verifiquei o débito e acabei de quitar à vista", relata o monitor que não quis revelar o valor da dívida. Já o pedreiro Antônio Carlos Pereira da Costa teve o nome incluído no cadastro do SCPC porque emprestou o nome para um amigo. "Você não acredita. Por causa de uma mensalidade de R$ 50 que ele não pagou, agora tive que pagar R$ 109. Eu procuro manter meu nome limpo, mas dessa vez vacilei", afirma Costa.
 
Números semelhantes 
O resultado da pesquisa feita em Sorocaba coincide com um estudo feito em São Paulo, divulgado ontem, pela Boa Vista Serviços. Na capital paulista, o desemprego também é o maior causador da inadimplência, representando 31% dos casos. O descontrole financeiro aparece em segundo lugar, mas caindo de 26% para 24% em relação à pesquisa anterior.
 
O desemprego é a causa preponderante nas faixas de renda familiar de até 3 salários mínimos (39%). Entre os consumidores que ganham de 3 e 10 salários mínimos, o principal motivo é o descontrole financeiro (28%), mesma causa declarada entre as faixas acima de 10 salários mínimos (17%). Em terceiro lugar, a pesquisa aponta o empréstimo do nome a terceiros (10%).

Mais da metade dos inadimplentes (55%) declaram ter uma conta em atraso que causou a restrição, 30% declaram ter entre duas ou três contas e 15% tem quatro contas ou mais. A maioria (34%) das dívidas não pagas está abaixo de R$ 500, mas 15% tem dívidas abertas acima de R$ 5.000. Trinta e seis por cento entre R$ 500,01 e R$ 2.000 e 16% entre R$ 2.000,01 e R$ 5.000.
As informações são do Jornal Cruzeiro do Sul.