domingo, 23 de junho de 2013

Minas Gerais - Polícia de BH prevê cenário de guerra na quarta-feira

Em coletiva neste domingo, as polícias Militar e Civil afirmaram que agirão de forma "enérgica" contra grupos de vândalos infiltrados nas manifestações


Rio de Janeiro - Manifestantes fazem protesto em Copacabana contra a PEC 37
Rio de Janeiro - Manifestantes fazem protesto em Copacabana contra a PEC 37 - Celso Barbosa/Futura Press
















As polícias Militar e Civil de Minas Gerais decretaram neste domingo tolerância zero para organizações que se infiltraram em grupos de manifestantes em Belo Horizonte para promover ações de vandalismo na cidade. Em coletiva de imprensa neste domingo, representantes dos órgãos de segurança pública do estado confirmaram a informação divulgada pelo site de VEJA de que há infiltrados envolvidos nas afrontas aos policiais militares. Segundo a polícia, eles incitaram os jovens da capital mineira nas depredações. A manifestação de sábado começou de forma pacífica na Praça Sete, no Centro, inclusive com a participação de idosos e famílias com crianças, mas terminou de forma violenta, com destruição em quase todos os trechos da Avenida Antônio Carlos e na área central. Militares dos batalhões especializados e da Força Nacional cercaram o centro de BH para evitar que os danos fossem maiores.
O comandante geral da PMMG, coronel Mário Sant'Anna, afirmou que foram detectados não só criminosos, mas também vândalos forasteiros, principalmente de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O oficial ainda afirmou que "dá como certo" um confronto ainda mais violento na manifestação prevista para quarta-feira, durante o jogo do Brasil no Mineirão, pela Copa das Confederações. "Percebemos a atuação de organizações criminosas extremistas e elas estão se movimentando para confrono e quebradeira".
Durante a passeata com mais de 70 mil pessoas, segundo número oficial (100 mil é a estimativa), até a Pampulha, a PM afirmou ter conseguido informações de que forasteiros tinham um único objetivo: quebrar toda a cidade. O chefe da Polícia Civil de Minas, delegado Cylton Brandão, informou, na coletiva, que haverá investigações rigorosas para identificar pessoas que promoveram depredação na cidade durante os protestos. "Não vamos tolerar essa violência e agiremos com rigor. Estamos analisando os registros feitos pelos policiais civis e militares para chegarmos aos responsáveis. Mais de 30 já foram identificados", disse Brandão.
Tanto a PM quanto a Polícia Civil ressaltaram a necessidade de repensar uma melhor forma de atuação no retorno dos participantes à mobilização, principalmente por causa dos infiltrados - e pediram a colaboração das pessoas que só querem lutar para melhoria do país. Eles aconselharam que, no caso de percepção de arruaceiros em meio aos protestos, a indicação é se afastar. "Percebemos que sentar quando o grupos começam o tumultuo não está adiantando mais. O mais indicado agora é sair de perto e deixar os policiais agirem contra aqueles que só querem arrumar confusão", explicou o coronel.
Segundo ele, na quarta-feira, durante o jogo do Brasil no Mineirão, o embate será inevitável. Já estão programadas manifestações para o dia, na partida semifinais da Copa das Confederações. As polícias Militar e Civil informaram que vão manter o esquema de segurança no perímetro do Mineirão na quarta-feira, e que a força mobilizada será ainda maior e enérgica, intolerante a qualquer ação violenta ou de afronta.
Destruição - Quem saiu às ruas de BH neste domingo viu o rastro de destruição deixado após o confronto na Avenida Antônio Carlos e em quase todos os quarteirões no cruzamento da Praça Sete. Radares de velocidade jogados no chão, frentes de estabelecimentos comerciais destruídos, muros e paredes pichados. Proprietários e funcionários contabilizavam o prejuízo. Os vândalos derrubaram boa parte da cerca de arame no entorno do Campus da Pampulha.
No balanço preliminar divulgado neste domingo pela PM, 32 pessoas foram presas entre a tarde de sábado e a madrugada do domingo. A maioria por danos ao patrimônio público.O número de feridos chega a 18, incluindo dez policiais. Mas os hospitais públicos (João XXIII e Odilon Behrens) confirmaram a entrada de 27 feridos relacionados ao protesto. A PM ainda informou que não medirá esforços para reprimir atos criminosos e prender os responsáveis. Por fim, destacou que tem a orientação do governo de assegurar que as manifestações populares transcorram de forma ordeira e pacífica.
O confronto em Belo Horizonte começou por volta das 16h, no cruzamento das avenidas Antônio Carlos e Abraão Caram, na região da Pampulha, próximo ao Mineirão. Manifestantes armados com pedras, bolas de sinuca e de gude, e pedaços de pau, enfrentaram a tropa de choque que montou um cordão de isolamento, com mais de 2.000 militares, impedindo o acesso ao estádio, onde ocorria a partida entre Japão e México. A PM reagiu a afronta, jogando spray de pimenta e bombas de efeito moral contra os mais exaltados.
As informações são da Veja

Sorocaba - Tarifa do ônibus ainda é a 3ª mais cara do país

Nas ruas, o posicionamento das pessoas é de descontentamento com o valor da tarifa ainda praticado


       André Moraes 
andre.moraes@jcruzeiro.com.br 
Apesar de a tarifa do transporte público de Sorocaba ter voltado ao preço em vigor anteriormente, a cidade continua tendo a terceira maior tarifa do País, entre as cidades com mais de 500 mil habitantes. Logo que os passes dos ônibus passaram de R$ 2,95 para R$ 3,15, um ranking elaborado pela Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP) já mostrava que o município cobrava o terceiro maior preço do Brasil pelo serviço. Mas como outras cidades decidiram revogar os aumentos praticados neste mês, como São Paulo e Campinas, por exemplo, a posição de Sorocaba continuou a mesma. 

Em primeiro lugar estão as cidades de Osasco, Guarulhos, Santo André e São Bernardo do Campo, além de Campinas e São José dos Campos, onde a tarifa é de R$ 3,20. Até acontecerem os protestos, esses municípios praticavam o preço de R$ 3,30 pela utilização do serviço de transporte público, porém, decidiram recuar depois da pressão popular. O mesmo aconteceu em São Paulo, que continua tendo a segunda maior tarifa, mesmo com diminuição de R$ 3,20 para R$ 3, ocorrida na semana passada. 

No terceiro lugar, além de Sorocaba, também está a cidade mineira de Contagem, que pretende reduzir o preço tarifa, já que ontem foi enviado pelo Executivo um projeto à Câmara dos Vereadores para que o valor diminua, porém, não foi divulgado o preço que passará a ser praticado. Em quarto lugar, sob o valor de R$ 2,90, estão Florianópolis, capital de Santa Catarina, e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Na capital catarinense existe a possibilidade de diminuir esse preço, já que a Prefeitura irá lançar uma nova licitação, em que este ponto está previsto. Em Votorantim é também praticado esse preço de R$ 2,90, mas não entrou no ranking da ANTP por não possui mais de 500 mil habitantes. 

Diante dessa realidade, de que Sorocaba possui uma das tarifas mais caras do País, a reação da população é de descontentamento. "É muita cara (a tarifa). Se fosse para ser tão alta assim, deveria valer a pena o preço, pelo menos. Os ônibus estão sempre lotados", opina Andrei Júnior, 21 anos, que é confeiteiro em uma padaria da cidade. 

Os colegas de trabalho de Júnior, os atendentes Anderson Alves, 42, e Guilherme Lopes, 21, acreditam que o valor cobrado pelo transporte público em Sorocaba não se justifica pela sua qualidade. "A tarifa de Sorocaba deveria ser muito menor do que em outros municípios, que, às vezes, são muito maiores (como em São Paulo, por exemplo)", diz Alves. De acordo com ele, a corrupção existe no meio político que acaba fazendo com que a população sinta no bolso a ineficiência dos governos em alguns setores. "Milhões de reais para receber o papa, para fazer estádios para a Copa o País tem, mas para ajudar o povo não." 

Para a atendente de telemarketing Patrícia Almeida, 39, o preço da tarifa é "péssimo" e a qualidade do serviço é "razoável". "Ainda falta muito para chegar a um bom patamar", define. A diarista Ednéia Aparecida Machado, 36, questiona a falta de ônibus nas linhas. "A gente trabalha o dia todo e ainda chega no ônibus e tem que ir em pé", relata. Maiores tarifas do País 

Maiores tarifas do Brasil


R$ 3,20 - Osasco (SP), Guarulhos (SP), Campinas (SP), Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP), São José dos Campos (SP) 
R$ 3,00 - São Paulo (SP) 
R$ 2,95 - Sorocaba (SP), Contagem (MG) 
R$ 2,90 - Florianópolis (SC), Ribeirão Preto (SP) 
R$ 2,85 - Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Uberlândia (MG) 
R$ 2,80 - Joinville (SC), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Duque de Caxias (RJ), Feira de Santana (BA), Nova Iguaçu (RJ), Salvador (BA), São Gonçalo (RJ) 
R$ 2,75 - Rio de Janeiro (RJ) 
R$ 2,70 - Goiânia (GO) 
R$ 2,60 - Porto Velho (RO) 
R$ 2,50 - Palmas (TO) 
R$ 2,40 - Curitiba (PR)


As informações são do Jornal Cruzeiro do Sul