segunda-feira, 12 de agosto de 2013

São Paulo - Rebelião na Fundação Casa: 59 menores fogem

Motim em unidade da Zona Leste terminou por volta de 15h30; 29 reféns foram soltos

Menores da Fundação Casa deflagraram na manhã desta segunda-feira (12) uma rebelião na unidade Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo
Menor pula muro da unidade da Fundação Casa no Itaquera. Cinquenta e nove fugiram - Danilo Verpa/Folhapress
Cinquenta e nove menores fugiram nesta segunda-feira da unidade da Fundação Casa (antiga Febem) do Itaquera, Zona Leste de São Paulo. É mais da metade do número de internados na unidade, que abriga 103 menores.
É  a maior fuga de menores internados do ano no estado de São Paulo. A última fuga em massa havia ocorrido no dia 30 de julho, quando 32 internos fugiram de uma das unidades de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. 
A fuga em massa ocorreu em meio a uma rebelião, que começou por volta de 12 horas e só terminou às 15h30. Apenas dezessete menores haviam sido recapturados até às 17h30.
Vinte e nove funcionários da unidade chegaram a ser tomados reféns. Segundo a fundação, alguns sofreram ferimentos leves e foram levados para o hospital. Entre eles está o diretor da unidade. Nenhum interno ficou ferido. 
Mais cedo, outra rebelião tomou uma unidade da Fundação Casa na Vila Leopoldina, na Zona Oeste. Doze funcionários chegaram a ser feitos reféns pelos menores, que convocaram a rebelião depois de uma tentativa frustrada de fuga. Colchões foram queimados.
O motim acabou cerca de quatro horas depois, após negociações entre os menores e membros da Corregedoria da fundação e da Superintendência de Segurança e Disciplina. A unidade tem capacidade para 150 internos e, no momento da rebelião, abrigava cem menores.
As duas rebeliões ocorreram menos de um mês após um motim na unidade da Fundação Casa em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, onde 92 menores estavam internados. Na ocasião, dezessete funcionários foram feitos reféns por três horas. Três ficaram feridos.
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Justiça autorizou acesso à ação do metrô, afirma Alckmin

Governador de São Paulo criticou o fato de só ter tido acesso aos documentos mediante decisão judicial; segundo ele, o Estado será duro no pedido de indenização caso haja a confirmação do cartel


Gustavo Porto - Agência Estado
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta segunda-feira, 12, durante visita a Serrana (SP), que o Estado conseguiu junto à Justiça Federal a autorização para ter acesso às investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a suspeita de formação de cartel de empresas fornecedoras de trens do Metrô e da CPTM. "Tivemos a decisão judicial que autoriza São Paulo a ter acesso a todo processo do metrô que está no Cade. Infelizmente não conseguimos administrativamente, mas conseguimos judicialmente", disse o governador.
De acordo com ele, os documentos seguirão para a Controladoria-Geral do Estado (PGE), que já tem um processo administrativo sobre o caso, e para a Procuradoria-Geral de Justiça, para que sejam tomadas medidas necessárias. "Sempre entendemos que nem seria necessário entrar na Justiça porque o Estado de São Paulo é o maior interessando na investigação e será o governo do Estado que entrará na Justiça, caso seja confirmado o cartel, para exigir a indenização dos prejuízos ocasionados", afirmou.
Alckmin ressaltou que o Estado será duro no pedido de indenização, caso haja a confirmação do cartel, e voltou a criticar o veto administrativo do Cade aos documentos. "Não é possível o Estado não ter informações e todo mundo, como a imprensa, ter." "Se confirmado o cartel, as empresas que participaram vão responder e vão indenizar o Estado, além das outras sanções; se o agente público participar ele será responsabilizado."
Ao ser indagado como encarou o uso do termo "trensalão" pelo presidente do PT, Rui Falcão, para se referir às investigações, Alckmin ironizou: "Eles querem misturar coisas totalmente distintas; querem confundir a opinião pública. Uma coisa é corrupção, crime comprovado, entre político para agente público; outra coisa é setor privado fazer conluio para prejudicar o Estado", concluiu. 
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