quinta-feira, 23 de maio de 2013

Planalto zera impostos para segurar alta das tarifas de transporte em SP


Após pedir a Haddad e Alckmin que segurassem anúncio de alta, Dilma voltou a interferir: prometeu zerar PIS e Cofins das empresas de transporte coletivo para reduzir alta - e segurar a inflação

Multidão espera metrô na plataforma da Estação Sé, em São Paulo
Multidão espera metrô na plataforma da Estação Sé, em São Paulo (Joel Silva/Folhapress)
Após pressionar o governo e a prefeitura de São Paulo para que protelassem o máximo possível o anúncio de reajuste das tarifas do transporte público, o Planalto voltou a interferir no tema – e pelo mesmo motivo, a apreensão de que o aumento pressionasse os já elevados índices de inflação do país. Segundo reportagem publicada na edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo, para garantir que as passagens de ônibus, metrô e trem fossem reajustadas para 3,20 reais, abaixo da inflação acumulada desde a última alta, Dilma Rousseff prometeu zerar dois dos principais tributos cobrados das empresas de transporte coletivo: PIS e Cofins.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a decisão entrará em vigor em 1º de junho, por meio de Medida Provisória que será editada pelo governo federal. O reajuste das tarifas de ônibus na capital paulista ficou em 6,67% - abaixo da inflação acumulada desde o último aumento, de cerca de 15%. Se reajustada de acordo com a inflação, a tarifa subiria para 3,40 reais.

A costura para segurar a alta das passagens foi feita, segundo O Estado de S. Paulo, por telefone entre a presidente Dilma e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. No começo do ano, período em que as tarifas normalmente sofrem reajuste, o ministro da Fazenda, Guido Mantega já havia pedido a Haddad e ao governador do estado, Geraldo Alckmin, que adiassem o aumento. Ambos concordaram e fizeram ainda outro acordo: as tarifas seriam reajustadas para um mesmo valor.

A prefeitura disse também que o subsídio pago às cooperativas e empresas do sistema de ônibus ficará em torno de 1,25 bilhão de reais ao longo do ano.
Segundo a secretaria de Transportes Metropolitanos, os detalhes sobre as integrações com outros transportes, assim como as passagens de ônibus intermunicipais, serão anunciados apenas nesta quinta-feira - um dia antes da data limite para que o governo envie a proposta à Assembleia Legislativa do estado de São Paulo.
As informações são da Veja.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Tarifas de ônibus e metrô subirão para R$ 3,20 em SP


Reajuste no preço do transporte público na capital paulista e região metropolitana passa a valer a partir do dia 2 de junho

Estação Sacomã, linha 2 verde do metrô em São Paulo
Estação Sacomã, linha 2 verde do metrô em São Paulo (Rodrigo Paiva/Folhapress)
As tarifas dos ônibus paulistanos, do metrô e de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) passarão a custar 3,20 reais a partir do dia 2 de junho. O aumento do custo do bilhete, que desde janeiro de 2011 vale 3 reais, foi confirmado nesta quarta-feira pelo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e também pela prefeitura de São Paulo.
A prefeitura disse, em nota oficial, que enviou à Câmara Municipal a proposta de reajuste de 6,67% no valor da tarifa dos ônibus. O índice ficou abaixo da inflação acumulada desde o último aumento, de cerca de 15%, e manteve o preço abaixo dos 3,40 reais. O prefeito Fernando Haddad (PT) havia prometido que o preço da passagem não chegaria a 3,40 reais.
A prefeitura disse também que o subsídio pago às cooperativas e empresas do sistema de ônibus ficará em torno de 1,25 bilhão de reais ao longo do ano.
Segundo a secretaria de Transportes Metropolitanos, os detalhes sobre as integrações com outros transportes, assim como as passagens de ônibus intermunicipais, serão anunciados apenas nesta quinta-feira - um dia antes da data limite para que o governo envie a proposta à Assembleia Legislativa do estado de São Paulo.
Geralmente, o reajuste no valor das tarifas do transporte público coletivo ocorre em janeiro. Neste ano, porém, foi adiado pela prefeitura e pelo governo do estado para o final do primeiro semestre, como forma de conter a alta da inflação, a pedido do governo federal.
(Com Estadão Conteúdo)
As informações são da Veja.