segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Justiça autorizou acesso à ação do metrô, afirma Alckmin

Governador de São Paulo criticou o fato de só ter tido acesso aos documentos mediante decisão judicial; segundo ele, o Estado será duro no pedido de indenização caso haja a confirmação do cartel


Gustavo Porto - Agência Estado
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta segunda-feira, 12, durante visita a Serrana (SP), que o Estado conseguiu junto à Justiça Federal a autorização para ter acesso às investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a suspeita de formação de cartel de empresas fornecedoras de trens do Metrô e da CPTM. "Tivemos a decisão judicial que autoriza São Paulo a ter acesso a todo processo do metrô que está no Cade. Infelizmente não conseguimos administrativamente, mas conseguimos judicialmente", disse o governador.
De acordo com ele, os documentos seguirão para a Controladoria-Geral do Estado (PGE), que já tem um processo administrativo sobre o caso, e para a Procuradoria-Geral de Justiça, para que sejam tomadas medidas necessárias. "Sempre entendemos que nem seria necessário entrar na Justiça porque o Estado de São Paulo é o maior interessando na investigação e será o governo do Estado que entrará na Justiça, caso seja confirmado o cartel, para exigir a indenização dos prejuízos ocasionados", afirmou.
Alckmin ressaltou que o Estado será duro no pedido de indenização, caso haja a confirmação do cartel, e voltou a criticar o veto administrativo do Cade aos documentos. "Não é possível o Estado não ter informações e todo mundo, como a imprensa, ter." "Se confirmado o cartel, as empresas que participaram vão responder e vão indenizar o Estado, além das outras sanções; se o agente público participar ele será responsabilizado."
Ao ser indagado como encarou o uso do termo "trensalão" pelo presidente do PT, Rui Falcão, para se referir às investigações, Alckmin ironizou: "Eles querem misturar coisas totalmente distintas; querem confundir a opinião pública. Uma coisa é corrupção, crime comprovado, entre político para agente público; outra coisa é setor privado fazer conluio para prejudicar o Estado", concluiu. 
O conteúdo é do ESTADÃO

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

'Curtidas' em links na internet são contagiosas, mostra estudo

DO "NEW YORK TIMES"

Um texto publicado na internet e que recebe a aprovação dos leitores tem mais chance de receber uma "curtida" de outras pessoas, segundo uma nova pesquisa.
The New York TimesO estudo foi publicado na "Science" por pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
A ideia deles era responder a uma antiga pergunta: uma coisa é popular porque é boa ou é boa porque é popular?
Os cientistas então desenharam um experimento no qual poderiam manipular uma seção de comentários.
Eles usaram um site --que não quis divulgar seu nome-- em que os usuários publicam links para textos. Os leitores podem comentar sobre esses artigos e também "curtir" ou "reprovar" cada comentário.
No experimento, que durou cinco meses, cada comentário recebia dos pesquisadores um "curtir" ou "reprovar" de maneira arbitrária. Nos comentários do grupo-controle, nada era feito. Para refletir a tendência dos usuários do site, a maioria das respostas arbitrárias foi positiva.
Como resultado, a primeira pessoa que lia o comentário tinha 32% mais chance de aprová-lo se o texto já tivesse recebido um elogio artificial dos pesquisadores.
Ao longo do tempo, os comentários que tinham uma aprovação "falsa" tiveram notas 25% mais altas do que aqueles do grupo-controle --cada comentário recebeu uma nota calculada pela subtração de comentários negativos dos positivos.
Uma reação negativa, porém, não estimulou os outros a desgostarem do artigo.
Duncan Watts, cientista da Microsoft Research, afirma que o estudo confirma a ideia de que algo que começa já com mais popularidade vai chegar à frente de seus competidores, enquanto que algo que não "pega" rapidamente tende a sumir. "O maior obstáculo para o sucesso é ser notado", diz Watts.

O conteúdo é da Folha de S. Paulo