domingo, 9 de fevereiro de 2014

Trânsito de Sorocaba tem uma morte a cada cinco dias

Em 2013 foram 90 óbitos e este número é 52,5% maior se comparado a 2012, quando 59 pessoas morreram em acidentes ou vítimas de atropelamento
As noventa mortes ocorridas no trânsito sorocabano durante o ano passado custaram à sociedade um total de R$ 13,5 milhões em prejuízos públicos, às vítimas e às famílias - ADIVAL B. PINTO

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      Carolina Santana
 carolina.santana@jcruzeiro.com.br 

O trânsito de Sorocaba está mais violento. Durante o ano passado 92 pessoas morreram em acidentes ou vítimas de atropelamento na cidade. O número, em comparação a 2012 - quando foram registradas 59 mortes no trânsito sorocabano - representa uma alta de 55%. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e contemplam as ocorrências da área urbana e das estradas que cortam o município. De acordo com estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mortes do trânsito sorocabano custaram R$ 13,5 milhões à sociedade. O ano de 2014 começou violento e a cidade já soma pelo menos três mortes no trânsito. 

Em 2013 foram 90 mortes classificadas como homicídio culposo (ou sem intenção de matar) por acidente de trânsito e outras duas contabilizadas como homicídio doloso, com intenção de matar. Julho foi o mês mais violento com 19 mortes registradas no trânsito local. Durante o ano passado, a segunda colocação no ranking de mortes ficou para maio, que teve 12 óbitos causados por acidentes ou atropelamentos. Em 2012 não foi registrado nenhum homicídio doloso por acidente de trânsito em Sorocaba. 

Custo de R$ 13,5 milhões 

As noventa mortes ocorridas no trânsito sorocabano durante o ano passado custaram à sociedade um total de R$ 13,5 milhões em prejuízos suportados tanto pelo Estado como pelas vítimas e seus familiares. A estimativa é feita tendo como base informações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Urbes - Trânsito e Transportes e da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). Cada morte no trânsito custa R$ 150 mil à sociedade como um todo. 

Uma das vítimas do trânsito sorocabano durante o ano passado foi o vigilante Rogério Rodrigues Benedito, 32, atropelado em outubro no acostamento da estrada vicinal que liga Sorocaba a Iperó. Benedito havia parado para fotografar uma batida entre dois carros e foi atingido por um carro que tentava desviar pelo acostamento do trânsito provocado pelo primeiro acidente. Foi também em outubro que aconteceu o acidente que matou o músico Fausto Pará, 21. 

Ele dirigia um Honda Fit, que foi atingido no cruzamento da avenida Antonio Carlos Comitre e da rua Luiz Pessutti, por Romualdo Fernando Siqueira Spinoza, que pilotava uma Mercedes-Benz e que passou no sinal vermelho pois estava fugindo da polícia. O motorista causador do acidente foi denunciado por homicídio doloso pelo Ministério Público de Sorocaba e deve ir à júri popular. 

Mortes em 2014 

Em pouco mais de um mês Sorocaba soma pelo menos três mortes no trânsito. O caminhoneiro Alício Rodrigo Dias Pereira atropelou e matou duas pessoas em acidente provocado por ele na última terça-feira. 

A primeira vítima foi Joe Cesar Bueno da Silva, 44 anos, que estava na calçada em frente a casa de seu irmão quando foi atropelado por Pereira, que fugiu do local sem prestar socorro mas foi perseguido por Emerson da Silva Lima, 32 anos, que estava em um VW Gol e presenciou o acidente. Emerson chamou a polícia e tentou desligar o caminhão quando os policiais chegaram. Na ânsia de fugir do local, o caminhoneiro prensou Emerson contra o muro e ainda passou por cima de seu corpo na fuga. 

No dia 11 de janeiro a saída do Terminal Santo Antônio foi palco de um atropelamento tendo como vítima a Débora Aparecida Ferreira, de 39 anos, que morreu na hora. Ela atravessava na avenida Dr. Afonso Vergueiro e foi atingida por um ônibus que deixava o terminal. 

Depois de mais de dois meses de internação ininterrupta, o menino Luís Henrique Santos de Jesus, de 5 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de segunda-feira. Ele foi atropelado na tarde de 25 de novembro do ano passado, na avenida São Paulo, altura do bairro Árvore Grande, após se soltar da mão da avó. O motorista atropelante, que fugiu sem prestar socorro, responderá agora por homicídio culposo (quando não se tem a intenção) qualificado.

mortes no trânsito

mês

2013
2012




JAN

4
4
FEV

9
4
MAR

7
6
ABR

7
10
MAI

12
1
JUN

5
2
JUL

19
3
AGO

7
1
SET

6
6
OUT

7
12
NOV

3
2
DEZ

6
8




TOTAL

92
59




Fonte: Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP)





Alckmin volta a descartar racionamento de água em SP

Governador, porém, sugere mais medidas educativas para economizar água

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin visita o distrito industrial de Taquarituba, nesta segunda-feira (23). Um vendaval deixou pelo menos duas pessoas mortas e um rastro de destruição no último domingo (22)
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (Gabriela Biló/Futura Press)
O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, descartou neste domingo, um racionamento de água no estado. Os principais reservatórios, entre eles o Sistema Cantareira, que abastece boa parte da capital, estão com baixo índice de reserva e as próximas chuvas estão previstas para daqui a 15 dias, aproximadamente, segundo meteorologistas. Em visita oficial a Taubaté, no Vale do Paraíba, Alckmin comentou que o momento é para investir em campanhas educativas para evitar o desperdício dos recursos hídricos. "Neste momento não haverá racionamento", afirmou, acreditando que a chegada das chuvas deverá trazer um alívio para os baixos níveis dos reservatórios.
Entre as ações sugeridas pelo governador estão economia de água ao escovar os dentes com a torneira desligada e mais rapidez nos banhos. "Todos colaborando não vai faltar água", incentivou. O volume de armazenamento do Sistema Cantareira caiu mais um pouco neste final de semana, baixando para menos de 20%. A capacidade dos reservatórios que fornecem cerca de 50% de toda a água da Região Metropolitana de São Paulo chegou a 19,8% neste domingo. Na região choveu neste mês somente 1,3 mm na área das cabeceiras, agravando o pior cenário enfrentado pelo Cantareira em sua história. No ano passado, nesta mesma época do ano, o volume era de 53,6%, com uma chuva acumulada no mês de fevereiro de 85,8 mm.

A situação foi provocada por uma seca atípica no mês de janeiro, historicamente o de maior chuva na região. Neste ano, choveu somente 87,8 mm, contra uma média histórica de 259,9 mm. Na Região Metropolitana de São Paulo, cidades como Guarulhos, Diadema e São Caetano já adotaram medidas de racionamento de água. Sorocaba também instituiu a política. Na capital, foi criado um programa de descontos na conta de quem reduzir 20% do consumo.
Na sexta-feira, a Agência Nacional de Águas (ANA), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), e a Sabesp oficializaram a criação do comitê anticrise antecipado pelo jornal O Estado de S. Paulo para tentar evitar o racionamento generalizado nas cidades abastecidas pelo Sistema Cantareira, incluindo a capital. O grupo decidiu suspender temporariamente a discussão da renovação da outorga do manancial, que deve ocorrer em agosto.
Sistema Cantareira – A Sabesp informou por meio de nota que não deverá fazer alterações na operação do sistema Cantareira, em razão da queda do nível dos reservatórios abaixo dos 20%. Neste domingo, a Sabesp informou que índice de água do sistema chegou a 19,8%. "A Sabesp esclarece que o fato do sistema Cantareira estar abaixo dos 20% não altera as medidas operacionais. Apesar de ser o menor índice da história do sistema, a Companhia espera as chuvas previstas para a segunda quinzena de fevereiro", disse a empresa.
(Com Estadão Conteúdo)